Suíno mantém demanda aquecida e preço segue avançando no Brasil

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     Porto Alegre, 14 de agosto de 2020 – O mercado brasileiro de carne suína registrou mais uma semana de preços firmes para o quilo vivo e os principais cortes vendidos no atacado. De acordo com o analista de SAFRAS & Mercado, Allan Maia, esse movimento leva em conta a boa fluidez de negócios e o ambiente de oferta bastante ajustada de animais.

     Ele sinaliza que o suíno está com peso reduzido, como é o caso de Minas Gerais, São Paulo Santa Catarina e outros estados, de acordo com os relatos. “Os granjeiros estão buscando também reajustes para o quilo vivo por conta do alto custo de produção”, comenta.

     Quanto aos frigoríficos, a dúvida gira em torno do repasse para a ponta final de consumo, avaliando que as famílias tendem a ficar menos capitalizadas nas próximas semanas.

     O movimento atípico do milho persiste, mesmo com a colheita de uma safrinha de boa proporção em andamento. “Isso acontece em função da estratégia de retenção adotada pelos produtores neste momento. O farelo de soja também está em patamares alarmantes”, afirma.

     Levantamento de SAFRAS & Mercado apontou que a média de preços do quilo do suíno vivo na região Centro-Sul do Brasil avançou 5,40% ao longo da semana, de R$ 5,89 para R$ 6,21. A média de preços pagos pelos cortes de pernil no atacado passou de R$ 10,01 para R$ 10,32, aumento de 3,07%. A carcaça registrou um valor médio de R$ 9,99, ante os R$ 9,65 praticados na semana passada, com valorização de 3,50%.

     Outro ponto que ajuda a manter o mercado brasileiro de suínos firme, segundo Maia, é o forte ritmo de exportações, com a China atuando me maneira intensa nas compras. “Somente em julho o país asiático importou 51,4 mil toneladas de carne suína brasileira, segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex)”, pontua.

     As exportações de carne suína fresca, refrigerada ou congelada do Brasil renderam US$ 66,127 milhões em agosto (5 dias úteis), com média diária de US$ 13,225 milhões. A quantidade total exportada pelo país no período chegou a 30,365 mil toneladas, com média diária de 6,073 mil toneladas. O preço médio ficou em US$ 2.177,80.

     Na comparação com agosto de 2019, houve avanço de 166,66% no valor médio diário exportado, ganho de 172,65% na quantidade média diária e retração de 2,20% no preço. Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços e foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

     A análise semanal de preços de SAFRAS & Mercado apontou que a arroba suína em São Paulo subiu de R$ 136,00 para R$ 138,00. Na integração do Rio Grande do Sul o quilo vivo passou de R$ 4,40 para R$ 4,45. No interior do estado a cotação aumentou de R$ 6,20 para R$ 6,60.

     Em Santa Catarina o preço do quilo na integração seguiu em R$ 4,50. No interior catarinense, a cotação avançou de R$ 6,50 para R$ 6,80. No Paraná o quilo vivo aumentou de R$ 6,10 para R$ 6,90 no mercado livre, enquanto na integração o quilo vivo avançou de R$ 4,45 para R$ 4,55.

     No Mato Grosso do Sul a cotação na integração subiu de R$ 4,50 para R$ 4,60, enquanto em Campo Grande o preço avançou de R$ 5,50 para R$ 5,80. Em Goiânia, o preço aumentou de R$ 7,00 para R$ 7,30. No interior de Minas Gerais o quilo do suíno passou de R$ 7,40 para R$ 7,80. No mercado independente mineiro, o preço subiu de R$ 7,50 para R$ 7,80. Em Mato Grosso, o preço do quilo vivo na integração do estado aumentou de R$ 4,40 para R$ 4,50. Já em Rondonópolis a cotação passou de R$ 5,60 para R$ 5,80.

     Arno Baasch (arno@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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