Apesar de alívio nas escalas de abate, preços do boi voltam a subir

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     Porto Alegre, 21 de agosto de 2020 – O mercado físico de boi gordo registrou novas altas nos preços ao longo desta semana. “A alta nos preços foi ainda mais acentuada para os animais que cumprem os requisitos de exportação para a China”, disse o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias.

    Enquanto isso, ficou evidenciado uma queda no spread entre os preços praticados no mercado paulista e as demais praças de comercialização durante a semana, com destaque para a valorização da arroba nos estados de Goiás, Tocantins e ainda no Pará. Conforme Iglesias, mesmo com uma posição relativamente mais confortável em suas escalas de abate, os frigoríficos não conseguem exercer pressão de baixa sobre os pecuaristas.

    Em relação à demanda de carne bovina, o grande destaque do ano segue na China e seu forte volume de importações da proteína animal. Conforme Iglesias, a reposição entre atacado e varejo é mais lenta neste momento, conforme já era esperado, diante do menor apelo ao consumo durante a segunda quinzena do mês, com o brasileiro médio mais descapitalizado. “Outro destaque está nas exportações, que seguem em ótimo nível. Se o ritmo de embarques for mantido, a tendência é que o mês de agosto tenha um desempenho ainda melhor do que julho”, apontou.

     Com isso, os preços a arroba do boi gordo na modalidade à prazo nas principais praças de comercialização do País estavam assim no dia 20 de agosto:

* São Paulo (Capital) – R$ 232,00 a arroba, contra R$ 228,00 a arroba em 13 de agosto (+1,75%).

* Goiás (Goiânia) – R$ 225,00 a arroba, ante R$ 221,00 a arroba (1,8%).

* Minas Gerais (Uberaba) – R$ 230,00 a arroba, ante R$ 227,00 a arroba, subindo 1,32%.

* Mato Grosso do Sul (Dourados) – R$ 224,00 a arroba, ante R$ 221,00 a arroba (1,36%).

* Mato Grosso (Cuiabá) – R$ 215,00 a arroba, contra R$ 210,00 a arroba (2,4%).

Exportação

     As exportações de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada do Brasil renderam US$ 326,822 milhões em agosto (10 dias úteis), com média diária de US$ 32,682 milhões. A quantidade total exportada pelo país chegou a 81,110 mil toneladas, com média diária de 8,111 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 4.029,40.

    Na comparação com agosto de 2019, houve ganho de 27,51% no valor médio diário, alta de 32,08% na quantidade média diária e queda de 3,46% no preço médio. Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior.

     Fábio Rübenich (fabio@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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