Clima seco sustenta soja em Chicago. Posição novembro sobe 6,8% em agosto

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     Porto Alegre, 31 de agosto de 2020 – Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a segunda-feira com preços em alta. Foi a sexta sessão consecutiva de ganhos, com a posição novembro batendo no maior patamar desde 17 de janeiro.

     O clima seco nos Estados Unidos deve prejudicar o potencial produtivo da safra americana. A aposta do mercado é que os efeitos climáticos já se reflitam no relatório de condições das lavouras, que será apresentado logo mais. A expectativa é de que o índice de lavouras em boas a excelentes condições recue de 69% para 66%.

     O mercado encerrou abaixo das máximas do dia. Os números de inspeção semanal dos EUA ficaram um pouco abaixo do esperado e deflagraram uma leve correção, com fundos e especuladores posicionando carteiras no encerramento do mês. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) indicou inspeções de 805,5 mil toneladas, abaixo da previsão de 850 mil.

     No mês, a posição novembro, a mais negociada, acumulou valorização de 6,81%.

     Hoje, os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com alta de 3,00 centavos ou 0,31% em relação ao fechamento anterior, a US$ 9,53 1/2 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 9,59 3/4 por bushel, com ganho de 3,50 centavos ou 0,36%.

     Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou  com alta de US$ 2,80 ou 0,9% a US$ 312,50 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 32,86 centavos de dólar, baixa de 0,38 centavo ou 1,14%.

     Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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