Preços do boi disparam em setembro com estiagem e oferta restrita

177

     Porto Alegre, 02 de outubro de 2020 – Os preços do boi voltaram a subir com força em setembro. Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, a oferta de animais terminados, prontos para o abate, permanece restrita. A tendência é que haja algum aumento da oferta de confinados no decorrer do mês de outubro, mas não o suficiente para alterar agressivamente a curva de preços.

   “A estiagem prolongada indica que a entrada dos animais de safra no mercado será mais tardia, pois as boiadas estarão aptas ao abate provavelmente apenas no primeiro trimestre de 2021”, assinalou Iglesias.

    Enquanto isso, as exportações continuaram ocorrendo em volumes expressivos, com a China importando quantidades substanciais da proteína animal brasileira ao longo de todo o ano de 2020, ajudando a enxugar a oferta.

     No mercado atacadista, os preços da carne bovina também apresentaram forte alta, notadamente para os cortes mais nobres. Conforme Iglesias, os reajustes deverão se intensificar na primeira quinzena de outubro, avaliando a entrada dos salários na economia como impulsionador do consumo.

     Com isso, os preços a arroba do boi gordo na modalidade à prazo nas principais praças de comercialização do País estavam assim no dia 01 de outubro:

* São Paulo (Capital) – R$ 258,00 a arroba, contra R$ 238,00 a arroba em 30 de agosto (8,4%).

* Goiás (Goiânia) – R$ 245,00 a arroba, contra R$ 230,00 a arroba (6,5%).

* Minas Gerais (Uberaba) – R$ 255,00 a arroba, ante R$ 235,00 a arroba, subindo 8,5%.

* Mato Grosso do Sul (Dourados) – R$ 252,00 a arroba, ante R$ 230,00 a arroba (9,6%).

* Mato Grosso (Cuiabá) – R$ 245,00 a arroba, contra R$ 220,00 a arroba (11,36%).

Exportação

     As exportações de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada do Brasil renderam US$ 583,138 milhões em setembro (21 dias úteis), com média diária de US$ 27,768 milhões. A quantidade total exportada pelo país chegou a 142,350 mil toneladas, com média diária de 6,778 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 4.096,50.

    Na comparação com setembro de 2019, houve queda de 0,09% no valor médio diário, ganho de 2,94% na quantidade média diária e queda de 2,95% no preço médio. Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços e foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

     Fábio Rübenich (fabio@safras.com.br) / Agência SAFRAS

Copyright 2020 – Grupo CMA