Chuvas tornam-se mais abrangentes no Sudeste e Centro-Oeste, indica Somar

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     Porto Alegre, 27 de outubro de 2020 – Nos últimos dias, as chuvas tornaram-se mais abrangentes sobre a Região Sudeste e o Centro-Oeste nos últimos dias, por conta da formação de uma tempestade subtropical chamada Maní. O meteorologista Celso Oliveira, da Somar Meteorologia, diz que vários municípios de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo receberam mais de 50 milímetros de precipitação.

     De acordo com o Instituto Agronômico de Campinas (IAC), em Paulo de Faria (São Paulo), o acumulado alcançou 200 milímetros em sete dias. Em Dores do Indaiá (MG), choveu 145 milímetros. Marilândia (ES) recebeu 115 milímetros. Já Cristalina (GO) recebeu 160 milímetros em sete dias.

     Conforme Oliveira, pela primeira vez desde o início da primavera, a umidade do solo alcançou o mínimo necessário para o desenvolvimento agrícola no Espírito Santo, leste, centro e oeste de Minas Gerais e de Goiás, no leste de Mato Grosso e no nordeste de Mato Grosso do Sul. “Ainda assim, existem áreas com baixa umidade do solo e pouca chuva, caso de boa parte de São Paulo e de Mato Grosso do Sul, norte e sul de Minas Gerais, Triângulo Mineiro, Parecis e Pantanal de Mato Grosso”, pondera.

     O atraso da chuva devido ao fenômeno La Niña já traz consequências. Em Mato Grosso, a área semeada de soja alcança apenas 10% contra 30% no ano passado. Além disso, há risco de perdas na segunda safra de milho e algodão de 2021 por conta do ciclo avançar outono adentro e exigir chuva em um período que isso não acontece com tanta frequência.

     Na Região Sul, a chuva forte dos últimos dias sobre a fronteira do Rio Grande do Sul com o Uruguai ajudou na germinação do arroz recém instalado. “Mas a precipitação ainda não alcançou áreas de milho do noroeste do Rio Grande do Sul, nem o Paraná, cujo milho definha diante de uma primavera seca e a instalação da soja encontra-se atrasada (Paraná) pela falta de chuva regular”, assinalou Oliveira.

     No Matopiba (área produtora de grãos do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), a chuva retornou ao Tocantins e à região de Carolina. Na maior parte produtora, ainda não choveu de forma regular, mas os produtores instalam “no pó” a espera de chuva mais intensa nos próximos dias.

     Fábio Rübenich (fabio@safras.com.br) – Agência SAFRAS

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