Com consumo aquecido, preços do frango sobem no Brasil

295

     Porto Alegre, 6 de novembro de 2020 – O mercado brasileiro de frango apresentou alta de preços no decorrer da semana. Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Iglesias, o ambiente de negócios sugere por reajustes dos preços no curto prazo, em linha com o aquecimento da demanda durante o último bimestre.

     Conforme Iglesias, os custos de nutrição animal seguem como uma preocupação recorrente, em linha com o recente comportamento dos preços do milho e do farelo de soja, inflacionando os preços de produtos substitutos, a exemplo das farinhas de origem animal, DDG´s e do sorgo. “Esse aumento de custos acaba sendo repassado também aos preços do frango vivo e dos cortes negociados no atacado e na distribuição”, comenta.

     No mercado atacadista, os preços voltaram a subir na semana e o ambiente de negócios ainda sugere pela intensificação do movimento no decorrer da primeira quinzena de novembro, período que conta com uma boa reposição entre atacado e varejo. “O avanço nos preços das proteínas concorrentes tende a favorecer uma migração ainda mais agressiva por parte do consumidor final para as proteínas mais acessíveis, como a carne de frango”, pontua.

     De acordo com levantamento de SAFRAS & Mercado, no atacado de São Paulo os preços tiveram algumas mudanças para os cortes congelados de frango ao longo da semana. O quilo do peito no atacado passou de R$ 6,60 para R$ 6,90, o quilo da coxa de R$ 7,35 para R$ 7,40 e o quilo da asa seguiu em R$ 13,90. Na distribuição, o quilo do peito subiu de R$ 6,80 para R$ 7,00, o quilo da coxa de R$ 7,55 para R$ 7,60 e o quilo da asa se manteve em R$ 14,00.

     Nos cortes resfriados vendidos no atacado, o cenário também foi de alterações nos preços durante a semana. No atacado, o preço do quilo do peito avançou de R$ 6,70 para R$ 7,00, o quilo da coxa de R$ 7,45 para R$ 7,50 e o quilo da asa permaneceu em R$ 14,00. Na distribuição, o preço do quilo do peito aumentou de R$ 6,90 para R$ 7,10, o quilo da coxa de R$ 7,65 para R$ 7,70 e o quilo da asa prosseguiu em R$ 14,10.

     As exportações de carne de aves e suas miudezas comestíveis, frescas, refrigeradas ou congeladas do Brasil renderam US$ 401,557 milhões em outubro (20 dias úteis), com média diária de US$ 20,077 milhões. A quantidade total exportada pelo país chegou a 296,637 mil toneladas, com média diária de 14,832 mil toneladas. O preço médio da

tonelada ficou em US$ 1.353,70.

     Na comparação com outubro de 2019, houve baixa de 17,00% no valor médio diário, perda de 2,49% na quantidade média diária e retração de 14,88% no preço médio. Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços e foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

     O levantamento semanal realizado por SAFRAS & Mercado nas principais praças de comercialização do Brasil apontou que, em Minas Gerais, o quilo vivo seguiu em R$ 4,30. Em São Paulo o quilo vivo avançou de R$ 4,25 para R$ 4,35.

     Na integração catarinense a cotação do frango mudou de R$ 3,80 para R$ 3,90. No oeste do Paraná o preço na integração subiu de R$ 4,00 para R$ 4,25. Na integração do Rio Grande do Sul o quilo vivo passou de R$ 4,00 para R$ 4,10.

     No Mato Grosso do Sul o preço do quilo vivo do frango subiu de R$ 4,10 para R$ 4,20. Em Goiás o quilo vivo aumentou de R$ 4,10 para R$ 4,20. No Distrito Federal o quilo vivo avançou de R$ 4,20 para R$ 4,25.

     Em Pernambuco, o quilo vivo aumentou de R$ 5,00 para R$ 5,10. No Ceará a cotação do quilo subiu de R$ 5,00 para R$ 5,10 e, no Pará, o quilo vivo avançou de R$ 5,20 para R$ 5,30.

     Arno Baasch (arno@safras.com.br) / Agência SAFRAS

Copyright 2020 – Grupo CMA