Demanda aquecida garante novas altas de preço do frango no Brasil

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     Porto Alegre, 13 de novembro de 2020 – O mercado brasileiro de frango apresentou novo movimento de alta nos preços no atacado e na distribuição ao longo da semana. “Com os preços proibitivos da carne bovina para os consumidores, a carne de frango vem ganhando espaço cada vez maior, uma vez que é a proteína mais atrativa em termos de preço frente às concorrentes”, sinaliza o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Iglesias.

     No mercado de frango vivo, não houve alterações nas cotações, ainda que o setor siga tentando estabelecer novos repasses dos custos de produção cada vez mais elevado para a alimentação animal, puxados pelo milho e o farelo de soja. “A expectativa é de que ainda possa haver reajustes dos preços no curto prazo, em linha com o aquecimento da demanda durante o último bimestre”, pontua.

     De acordo com levantamento de SAFRAS & Mercado, no atacado de São Paulo os preços tiveram algumas mudanças para os cortes congelados de frango ao longo da semana. O quilo do peito no atacado passou de R$ 6,90 para R$ 7,00, o quilo da coxa seguiu em R$ 7,40 e o quilo da asa avançou de R$ 13,90 para R$ 14,00. Na distribuição, o quilo do peito subiu de R$ 7,00 para R$ 7,10, o quilo da coxa permaneceu em R$ 7,60 e o quilo da asa aumentou de R$ 14,00 para R$ 14,10.

     Nos cortes resfriados vendidos no atacado, o cenário também foi de alterações nos preços durante a semana. No atacado, o preço do quilo do peito avançou de R$ 7,00 para R$ 7,10, o quilo da coxa seguiu em R$ 7,50 e o quilo da asa subiu de R$ 14,00 para R$ 14,10. Na distribuição, o preço do quilo do peito aumentou de R$ 7,10 para R$ 7,20, o quilo da coxa permaneceu em R$ 7,70 e o quilo da asa mudou de R$ 14,10 para R$ 14,20.

     As exportações de carne de aves e suas miudezas comestíveis, frescas, refrigeradas ou congeladas do Brasil renderam US$ 107,302 milhões em novembro (4 dias úteis), com média diária de US$ 26,825 milhões. A quantidade total exportada pelo país chegou a 80,322 mil toneladas, com média diária de 20,080 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 1.335,90.

     Na comparação com novembro de 2019, houve alta de 7,28% no valor médio diário, ganho de 28,24% na quantidade média diária e retração de 16,34% no preço médio. Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços e foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

     O levantamento semanal realizado por SAFRAS & Mercado nas principais praças de comercialização do Brasil apontou que, em Minas Gerais, o quilo vivo seguiu em R$ 4,30. Em São Paulo o quilo vivo permaneceu em R$ 4,35.

     Na integração catarinense a cotação do frango continuou em R$ 3,90. No oeste do Paraná o preço na integração se manteve em R$ 4,25. Na integração do Rio Grande do Sul o quilo vivo prosseguiu em R$ 4,10.

     No Mato Grosso do Sul o preço do quilo vivo do frango continuou em R$ 4,20. Em Goiás o quilo vivo seguiu em R$ 4,20. No Distrito Federal o quilo vivo permaneceu em R$ 4,25.

     Em Pernambuco, o quilo vivo continuou em R$ 5,10. No Ceará a cotação do quilo se manteve em R$ 5,10 e, no Pará, o quilo vivo prosseguiu em R$ 5,30.

     Arno Baasch (arno@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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