Oferta ajustada de suínos garante suporte a preços no Brasil

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     Porto Alegre, 13 de novembro de 2020 – O mercado brasileiro de suínos registrou uma movimentação mais acirrada entre produtores e frigoríficos ao longo da semana. De acordo com o analista de SAFRAS & Mercado, Allan Maia, os produtores tentaram e conseguiram estabelecer novos ajustes nos preços do quilo vivo e dos cortes, ao passo que as indústrias tentaram, sem sucesso, barrar os movimentos abruptos de preços.

     A oferta ajustada frente à demanda, o bom desempenho das exportações e o repasse dos custos de produção acentuados aos preços do suíno garantiram mais uma semana de firmeza ao mercado suíno. “A reposição entre atacado e varejo evoluiu dentro da normalidade, mas tende a avançar nas próximas semanas com o início dos preparativos de final de ano, além da perspectiva de um avanço de consumo com a entrada de décimo terceiro salário e outras bonificações na economia”, projeta.

     Levantamento de SAFRAS & Mercado apontou que a média de preços do quilo do suíno vivo na região Centro-Sul do Brasil avançou 2,56% ao longo da semana, de R$ 8,15 para R$ 8,36. A média de preços pagos pelos cortes de pernil no atacado passou de R$ 13,79 para R$ 14,03, aumento de 1,76%. A carcaça registrou um valor médio de R$ 13,71, ante os R$ 13,53 praticados na semana passada, com valorização de 1,34%.

     As exportações de carne suína fresca, refrigerada ou congelada do Brasil renderam US$ 56,312 milhões em novembro (4 dias úteis), com média diária de US$ 14,078 milhões. A quantidade total exportada pelo país no período chegou a 22,037 mil toneladas, com média diária de 5,509 mil toneladas. O preço médio ficou em US$ 2.555,30.

     Na comparação com novembro de 2019, houve avanço de 103,39% no valor médio diário exportado, ganho de 91,45% na quantidade média diária e alta de 6,23% no preço. Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços e foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

     A análise semanal de preços de SAFRAS & Mercado apontou que a arroba suína em São Paulo seguiu em R$ 185,00. Na integração do Rio Grande do Sul o quilo vivo passou de R$ 5,50 para R$ 5,80. No interior do estado a cotação seguiu em R$ 9,00.

     Em Santa Catarina o preço do quilo na integração passou de R$ 5,90 para R$ 6,40. No interior catarinense, a cotação permaneceu em R$ 9,60. No Paraná o quilo vivo subiu de R$ 9,20 para R$ 9,40 no mercado livre, enquanto na integração o quilo vivo aumentou de R$ 5,80 para R$ 6,00.

     No Mato Grosso do Sul a cotação na integração passou de R$ 6,20 para R$ 7,00, enquanto em Campo Grande o preço subiu de R$ 7,50 para R$ 8,00. Em Goiânia, o preço caiu de R$ 9,50 para R$ 9,40. No interior de Minas Gerais o quilo do suíno recuou de R$ 9,80 para R$ 9,50. No mercado independente mineiro, o preço baixou de R$ 9,80 para R$ 9,60. Em Mato Grosso, o preço do quilo vivo na integração do estado subiu de R$ 5,50 para R$ 6,00. Já em Rondonópolis a cotação avançou de R$ 8,10 para R$ 8,15.

     Arno Baasch (arno@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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