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Boi deve seguir com oferta ajustada e preços altos em 2019

Porto Alegre, 9 de janeiro de 2019 – No setor carnes, a preferência pela carne de frango seguirá nítida no mercado brasileiro no decorrer de 2019, uma vez que a economia ainda patina. “Com este panorama se torna ainda mais necessária o controle da produção de carne bovina, mantendo a oferta equilibrada em relação ao potencial de consumo”, diz o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias.

Com a tendência de um dólar valorizado frente outras divisas, há um viés de ganho de competitividade das commodities exportadas por países emergentes. Como os Estados Unidos são o grande concorrente do Brasil no que diz respeito a exportação de carnes, a perspectiva é que em termos de preços o Brasil seja mais competitivo na comparação direta com os Estados Unidos, aponta Iglesias. “Mas a recuperação da credibilidade da proteína animal brasileira ainda é um obstáculo, principalmente para a carne de frango. Importante ressaltar a relevante vitória para o setor no que tange a queda do embargo imposto pela Rússia no último bimestre do ano passado”, assinalou.

Conforme projeções da SAFRAS & Mercado, deve haver um melhor ajuste na oferta e na demanda de carne bovina em 2019, com uma redução da disponibilidade interna. No que tange às exportações, o Brasil seguirá muito competitivo neste ano, absorvendo relevantes fatias do mercado asiático, expandindo embarques destinados à China e à Hong Kong. A projeção é que no próximo ano as exportações superem a marca de 2,5 milhões de toneladas.

Para a produção de carne bovina a expectativa é de retração. Esse quadro ganha escopo analisando o comportamento dos abates em meados de 2017. Em meio à crise de credibilidade instaurada no setor houve um expressivo crescimento do abate de matrizes. “Esse tipo de estratégia resulta em um gargalo no início da cadeia produtiva. O ritmo de nascimentos de animais não consegue acompanhar a demanda, provocando alta dos preços do gado de reposição e, mais à frente, redução do volume de abates e menor produção de carne bovina. Essa premissa já foi sentida em menor proporção no ano passado, justificando o comportamento dos preços do bezerro no decorrer do segundo semestre”, colocou Iglesias.

Em 2019 devem ser produzidas em torno de 8,9 milhões de toneladas de carne bovina. Com a projeção de ótimo crescimento das exportações, somada à estimativa de moderada redução da produção de carne bovina, a tendência é de importante queda da disponibilidade interna, na ordem de 5,9%. “Com o ajuste de oferta torna-se crível a manutenção dos preços em patamares acentuados apesar das projeções tímidas que ainda cercam a economia brasileira. A manutenção do ajuste de oferta é uma premissa básica para o ano que recém começou, que também será ampliada para a avicultura e para a suinocultura, visando o equilíbrio da oferta em relação ao potencial de consumo, permitindo a maximização da margem operacional da atividade”, finalizou Iglesias.

Fábio Rübenich ([email protected]) / Agência SAFRAS

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Dylan Pasqua

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