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Boi gordo se mantém com preços firmes diante de oferta restrita

Porto Alegre, 15 de março de 2019 – O mercado físico de boi gordo continuou com preços firmes nesta semana. Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, o quadro de restrição de oferta que se instaurou no Centro-Oeste e no Norte do Brasil segue sustentando os preços. “O ótimo índice pluviométrico no decorrer do primeiro trimestre melhorou a qualidade das pastagens, permitindo a retenção como estratégia recorrente para os criadores”, assinalou.

 

No entanto, a dinâmica do mercado tende a mudar a partir de maio, quando sazonalmente as chuvas diminuem nestas regiões. “Com a pior na qualidade das pastagens, fica mais difícil para o pecuarista manter o gado no campo, o que acaba aumentando a oferta de boi gordo”, pontuou Iglesias.

 

Enquanto isso, no atacado, a carne bovina segue com preços fortes. Conforme Iglesias, o ambiente de negócios deve se alterar na segunda quinzena de março, avaliando o arrefecimento do consumo durante este período em especial. Ao mesmo tempo, o perfil de consumo ainda aponta pela predileção dos cortes menos nobres, como o dianteiro bovino e a carne de frango.

 

Os preços a arroba do boi gordo na modalidade à vista nas principais praças de comercialização do País estavam assim no dia 14 de março:

 

* São Paulo (Capital) – R$ 153,00 a arroba, estável na comparação com 07 de março.

* Goiás (Goiânia) – R$ 145,00 a arroba, inalterado.

* Minas Gerais (Uberaba) – R$ 148,00 a arroba, também estável.

* Mato Grosso do Sul (Dourados) – R$ 144,00 a arroba, ante R$ 142,00 a arroba.

* Mato Grosso (Cuiabá) – R$ 142,00 a arroba, contra R$ 141,00 a arroba.

 

Exportações

 

As exportações de carne bovina “in natura” do Brasil renderam US$ 146,5 milhões em março (4 dias úteis), com média diária de US$ 36,6 milhões. A quantidade total exportada pelo país chegou a 39,1 mil toneladas, com média diária de 9,8 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 3.748,40.

 

 

Na comparação com fevereiro, houve alta de 69,1% no valor médio diário da exportação, ganho de 69,3% na quantidade média diária exportada e recuo de 0,1% no preço. Na comparação com março de 2018, houve ganho de 59,8% no valor médio diário, alta de 69,1% na quantidade média diária e recuo de 5,5% no preço médio.

 

Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços e foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

 

Fábio Rübenich ([email protected]) / Agência SAFRAS

 

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Fabio Rubenich