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Café segue caindo no cenário doméstico

Porto Alegre, 11 de março de 2019 – O mercado físico de café do Brasil teve mais um dia travado, com a desvalorização do dólar e das cotações futuras internacionais afastando ainda mais produtores das mesas de negociação.

 

A diferença entre a base de compra e a de venda (spread) se alargou para os cafés de mais qualidade. Já os cafés mais fracos seguem bem procurados, mas os preços seguem estáveis, sem força para uma reação devido ao enfraquecimento das bolsas internacionais de futuros e do dólar frente ao real.

 

Assim, no sul de Minas Gerais, o café arábica bebida boa com 15% de catação ficou em R$ 385,00/395,00 saca, contra R$ 390,00/395,00 saca na segunda-feira.

 

No cerrado mineiro, o preço da bebida boa com 15% de catação esteve em R$ 390,00/400,00 a saca, ante R$ 395,00/400,00 a saca.

 

O café arábica “rio” tipo 7 na Zona da Mata de Minas Gerais (20% de catação) teve preço de R$ 340,00 – R$ 345,00 a saca, estável.

 

Já o conilon tipo 7 em Vitória, Espírito Santo, teve preço de R$ 300,00/305,00 a saca, novamente inalterado.

 

Nova York

 

A Bolsa de Mercadorias de Nova York (Ice Futures US) para o café arábica encerrou as operações da terça-feira com preços mais baixos, estendendo as perdas recentes.

Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Gil Barabach, as cotações estão pressionadas por gráficos ruins, enfraquecidos após os contratos com entrega em maio terem perdido a linha “psicológica” dos 100 centavos de dólar por libra peso, e também por fatores fundamentais.

 

O sentimento entre os investidores é de um abastecimento tranquilo depois de expressivas safras que foram colhidas no ano passado, particularmente no Brasil.

 

Isso vem sendo refletido nos números de exportação global. Em janeiro, segundo a Organização Internacional do Café (OIC), os embarques mundiais cresceram quase três por cento na comparação com o mesmo mês de 2018, enquanto que na safra 2018/19 as exportações mundiais aumentaram cerca de 7%, considerando o período de outubro a janeiro.

Os contratos com entrega em maio/2019 fecharam o dia a 96,00 centavos de dólar por libra-peso, com desvalorização de 1,20 centavo, ou de -1,23%. Julho fechou a 98,75 cents, com baixa de 1,25 centavo, ou de -1,25%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em baixa de 0,62%, negociado a R$ 3,8160 para a compra e a R$ 3,8180 para a venda. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a máxima de R$ 3,8450 e a mínima de R$ 3,8030.

Fábio Rübenich ([email protected]) / Agência SAFRAS

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Fabio Rubenich

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