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Café tem negócios registrados apesar de forte queda em Nova York

Porto Alegre, 07 de março de 2019 – O mercado físico de café do Brasil teve um dia com registro de negócios, apesar da forte queda no referencial nova-iorquino, fator que normalmente afasta os produtores/venderores. Segundo operadores, eles estariam assimilando que os preços vigentes “são esses mesmos”, e também revelam algum temor de que os valores caiam mais no curto prazo.

 

A movimentação foi mais intensa no sul, cerrado e zona da mata de Minas Gerais, com a valorização do dólar absorvendo a queda em Nova York.

 

Assim, no sul de Minas Gerais, o café arábica bebida boa com 15% de catação ficou em R$ 400,00/405,00 saca, estável.

 

No cerrado mineiro, o preço da bebida boa com 15% de catação esteve em R$ 405,00/410,00 a saca, também inalterado.

 

O café arábica “rio” tipo 7 na Zona da Mata de Minas Gerais (20% de catação) teve preço de R$ 340,00 – R$ 345,00 a saca, contra R$ 345,00/350,00 a saca ontem.

 

Já o conilon tipo 7 em Vitória, Espírito Santo, teve preço de R$ 300,00/305,00 a saca, novamente inalterado.

 

Nova York

 

A Bolsa de Mercadorias de Nova York (Ice Futures US) para o café arábica encerrou as operações da quinta-feira com preços acentuadamente mais baixos.

Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Gil barabach, o dólar alto frente às moedas das economias emergentes — destacadamente o real e o peso colombiano — e a agressividade das exportações mundiais têm pesado contra os preços do café.

 

Os contratos com entrega em maio se aproximaram hoje da mínima histórica, de 96,35 centavos de dólar por libra-peso, estabelecida no pregão do dia 26 de fevereiro. “De lá para cá o mercado tentou reagir e, embora tenha eventualmente trabalhado acima da linha de 100 centavos, não conseguiu se fixar acima desta importante referência, o que confirma o recuo no patamar de atuação”, disse Barabach.

 

Conforme o analista, o mercado abaixo da linha de 100 centavos representa excesso de oferta, margens mais apertadas para os cafeicultores, um preço muito próximo do custo de produção ou até mesmo abaixo desta referência, e ainda significa, para muitos, um sinal de crise para o setor.

 

Os contratos com entrega em maio/2019 fecharam o dia a 96,85 centavos de dólar por libra-peso, com desvalorização de 1,85 centavo, ou de -1,87%. Julho fechou a 99,55 cents, com queda de 1,75 centavo, ou de -1,72%.

 

Câmbio

 

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 1,30%, negociado a R$ 3,8840 para a compra e a R$ 3,8860 para a venda. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a máxima de R$ 3,8180 e a mínima de R$ 3,9040.

 

Fábio Rübenich ([email protected]) / Agência SAFRAS

 

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Fabio Rubenich

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