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Café tem quinta-feira de perdas no Brasil, seguindo NY

 

Porto Alegre, 11 de abril de 2019 – O mercado físico brasileiro de café teve uma quinta-feira de preços mais baixos. As cotações caíram bastante pressionadas pela forte desvalorização do arábica na Bolsa de Nova York e do robusta em Londres. Com a acentuada baixa externa, o mercado nacional ficou praticamente parado, com vendedores assustados com o tombo.

 

No sul de Minas Gerais, o café arábica bebida boa ficou em R$ 370,00/375,00 a saca, contra R$ 380,00/385,00 do dia anterior. No cerrado mineiro, o preço ficou entre R$ 375,00/380,00 a saca, contra R$ 385,00/390,00 de ontem.

 

Já o café arábica “rio” tipo 7 na Zona da Mata de Minas Gerais teve preço de R$ 320,00/325,00 a saca, contra R$ 325,00/330,00 anteriormente.

 

O conilon tipo 7 em Vitória, Espírito Santo, teve preço de R$ 275,00/280,00 a saca, contra R$ 285,00/290,00 de ontem.

 

Nova York

 

A Bolsa de Mercadorias de Nova York (Ice Futures US) para o café arábica encerrou as operações da quinta-feira com preços acentuadamente mais baixos. As cotações despencaram no dia, atingindo as mínimas para os contratos vigentes, com os níveis mais baixos desde setembro de 2005.

 

O mercado se aproximou da linha de 90 centavos de dólar por libra-peso, refletindo os fundamentos baixistas de ampla oferta global, e pressionado pela queda acentuada do petróleo e de outras commodities. A alta do dólar contra o real e outras moedas estimulou as vendas.

 

Segundo traders, a liquidação e rolagem de contratos de fundos e especuladores foi forte no dia, ante a proximidade do período de notificação de entregas do contrato maio, que começa em 22 de abril, o que contribuiu para o forte tombo.

 

Mas, o essencial vem da ampla oferta mundial, com superávit contra a demanda, e agora com a sazonalidade da entrada da safra brasileira de 2019, que está em começo de colheita. O arábica começa efetivamente a ser colhido em maio. A expectativa é de uma boa safra, ainda que menor contra 2018 dentro do ciclo bienal da cultura.

 

Os contratos com entrega em maio/2019 fecharam o dia a 90,25 centavos de dólar por libra-peso, com queda de 4,00 centavos, ou de 4,2%. Julho fechou a 92,70 cents, com baixa de 4,05 centavos, ou de 4,2%.

 

Câmbio

 

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,83%, negociado a R$ 3,8550 para a compra e a R$ 3,8570 para a venda. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a máxima de R$ 3,8640 e a mínima de R$ 3,8320.

 

Lessandro Carvalho ([email protected]) / Agência SAFRAS

 

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Lessandro Rocha Carvalho

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