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Destaque Suíno

CARNES: Peste suína atinge previsão de lucro de produtores da China

 

Porto Alegre, 7 de janeiro de 2018 – Os maiores produtores de porcos da China cortaram drasticamente estimativas de lucro em 2018 nesta segunda-feira, após a rápida disseminação da peste suína africana afetar preços e a demanda por carne suína no maior produtor mundial de porcos.

 

A Muyuan Foods reduziu previsão de lucro líquido em 2018 para entre 500 milhões de iuanes (73 milhões de dólares) e 550 milhões de iuanes, pelo menos 20 por cento abaixo da estimativa anterior, de outubro, mostrou a empresa em uma apresentação à Bolsa de Shenzhen.

 

Os números revisados estão quase 80 por cento abaixo dos 2,4 bilhões de iuanes registrados em 2017.

 

A Wens Foodstuff Group também alertou para um lucro líquido em 2018 entre 3,9 bilhões e 4,0 bilhões de iuanes, cerca de 40 por cento abaixo dos 6,75 bilhões de iuanes no ano anterior.

 

As advertências surgem depois que a China confirmou cerca de 100 surtos de peste suína africana desde agosto do ano passado em 23 províncias. Não há cura nem vacina para a doença, que é mortal para os porcos, mas não prejudica as pessoas.

 

A Muyuan disse que estava cortando previsão após preços de suínos vivos mais baixos do que o esperado no quarto trimestre. A maior parte da produção de suínos da empresa está no norte da China, disse o documento, onde os preços foram duramente atingidos por medidas destinadas a controlar a disseminação da doença.

 

A Wens disse que a peste suína africana pesou nos preços no segundo semestre de 2018, após as baixas cotações no primeiro semestre.

 

Ainda assim, a empresa, que também produz carne de frango, se beneficiou de um forte aumento nos preços desta proteína e de um aumento de 17,1 por cento no número de suínos vendidos em 2018.

 

A peste africana elevou os preços do frango, já que os fregueses se voltam para a segunda carne mais popular do país, devido à escassez na oferta de carne suína em alguns lugares e às preocupações com a segurança alimentar. As informações partem da Agência Reuters.

 

Revisão: Arno Baasch ([email protected]) / Agência SAFRAS

 

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Arno Baasch

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