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Fertilizantes Heringer fecha unidades e deixa cadeia produtiva tensa

Porto Alegre, 1o de fevereiro de 2019 – A Fertilizantes Heringer, empresa brasileira no mercado há mais de 50 anos, anunciou, nesta quinta-feira (31) o fechamento de várias de suas unidades. A decisão vem depois de uma série de levantamentos mostrando que não tem alcançado suas metas e necessidades financeiras de caixa.

Conforme o relatório do terceiro trimestre do ano passado, a dívida estaria próxima de 3 bilhões de reais. Em sua estrutura há cerca de 3 mil funcionários em atividade em suas fábricas e escritórios regionais. O motivo da ação imediata teria sido uma vitória, na justiça, de alguns credores, o que teria deixado a empresa sem viabilidade de manutenção de sua estrutura e por isso a decisão para reestruturação.

Estão entre as anunciadas para fechamento e desligamento total dos funcionários as unidades instaladas em Rio Verde (GO), Rondonópolis (MT), Paranaguá (PR), Rosário do Catete (SE), Dourados (MS), Três Corações e Uberaba (MG), Rio Grande (RS), e escritórios de LEM (BA) e Porto Alegre (RS).

Em grupos nas redes sociais, produtores rurais estão pedindo informações sobre os procedimentos com seus pedidos. Em um desses grupos, um cliente que pediu para que seu nome não fosse revelado, disse que estava com seu pedido feito e teria recebido uma ligação da empresa renegociando o frete e fazendo a solicitação para que fosse buscar no último dia 30. O cliente contratou o frete mas quando o caminhão chegou, a indústria em Dourados, no Mato Grosso do Sul, estava fechada e ainda não teve nenhuma posição.

Até o momento, as informações são de que os executivos da empresa estão reunidos discutindo as ações a serem tomadas. Alguns escritórios já vinham informando a seus clientes que algumas unidades seriam fechadas, mas nada oficial até agora sobre os procedimentos com pedidos em andamento.

A empresa que iniciou seu trabalho com o fornecimento de fertilizantes para produtores de café perdeu cerca de 5% de suas ações ontem (31), no mercado. Ela tinha 16 fábricas, além de escritórios estrategicamente instalados, com capacidade de movimentar mais de 6 milhões de toneladas de fertilizantes por ano para atender as mais diversas culturas.

Em nota oficial a empresa confirmou o pedido de renúncia de seus cargos, dos diretores Rodrigo Rezende (financeiro) e Pedro Augusto Ferreira (Suprimentos e Logística).

As informações são do Sucesso no Campo.

Revisão: Gabriel Nascimento ([email protected]) / Agência SAFRAS

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Sobre o autor

Gabriel Antunes do Nascimento

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