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Monitor

Mercado de café deve andar de lado com forte queda em NY

Porto Alegre, 11 de abril de 2019 – O mercado brasileiro de café deve ter um dia de negócios bastante limitados e com tendência de queda nos preços em meio à forte queda de preços registrada em Nova York. O cenário é de uma ampla oferta no mercado global, com um bom movimento de exportação por parte do Brasil, o que ajuda a pressionar o café no cenário internacional.

 

 

NOVA YORK

 

* Os contratos com entrega em maio/2019 operam a 91,65 centavos de dólar por libra-peso, com baixa de 2,60 centavo, ou de 2,75%.

 

* Na quarta-feira (10), os contratos com entrega em maio/2019 fecharam o dia a 94,25 centavos de dólar por libra-peso, com alta de 0,60 centavo, ou de 0,6%.

 

 

COMERCIALIZAÇÃO

 

* A comercialização da safra de café do Brasil 2018/19 (julho/junho) chegou a 82% até o dia 08 de abril. O dado faz parte de levantamento de SAFRAS & Mercado. No último mês, a comercialização avançou em apenas dois pontos percentuais.

 

* As vendas estão atrasadas em relação ao ano passado, quando 89% da safra 2017/18 estava comercializada até então. A comercialização está também abaixo da média dos últimos 5 anos, que é de 89% para esta época.

 

* Com isso, já foram comercializadas 52,83 milhões de sacas de 60 quilos, tomando-se por base a estimativa de SAFRAS & Mercado, de uma safra 2018/19 de café brasileira de 64,1 milhões de sacas.

 

* Segundo o consultor de SAFRAS & Mercado, Gil Barabach, as vendas de café do Brasil andaram mais tímidas no último mês de março. “Os preços fracos e a demanda mais curta tiraram ritmo da comercialização, depois do fluxo acelerado nos últimos meses. Os armazéns ainda cheios, devido à safra recorde colhida no ano passado, continuam passando a impressão que as vendas andaram mais lentamente do que realmente vem ocorrendo”, comentou.

 

* As vendas de arábica evoluíram de forma bem compassada no último mês de março, com produtor comprometendo 80% da safra. E, assim, o percentual comercializado continua bem abaixo de igual época do ano passado (87%) e também aquém da média para o período (88%).

 

* Já a vendas de conilon alcançam 88% da safra, abaixo de igual época do ano passado (94%) e também da média de 5 anos (90%). “A colheita de conilon da safra 19/20 deve ganhar força a partir da segunda quinzena de abril e o interesse comercial se volta para o café novo, o que prejudica os negócios no disponível”, avalia.

 

CÂMBIO

 

* O dólar comercial opera com alta de 0,26% neste momento a US$ 3,8350.

 

INDICADORES FINANCEIROS

 

* As principais bolsas da Ásia fecharam mistas. Xangai,-1,60% e Tóquio, +0,11%.

 

* As principais bolsas na Europa operam mistas. Paris, +0,79%; Frankfurt, +0,33%; Londres, -0,10%.

 

* O petróleo opera em baixa. Maio do WTI em NY: US$ 64,13 o barril (-0,74%).

 

* O Dollar Index registra valorização de 0,16%, a 97,07 pontos.

 

MERCADO INTERNO

 

* O mercado físico brasileiro de café teve uma quarta-feira de preços estáveis. Apesar dos ganhos nas bolsas de Londres e de Nova York, para o robusta e arábica, respectivamente, as cotações nacionais se mantiveram já que o dólar em baixa compensou as altas externas.

 

* O dia foi lento na comercialização, com o mercado interno apreensivo com a notícia de que a Terra Forte passa por uma ação de recuperação judicial tentando evitar a falência. As negociações foram morosas, com maior movimentação para cafés de qualidade mais fraca.

 

* No sul de Minas Gerais, o café arábica bebida boa ficou em R$ 380,00/385,00 a saca, estável. No cerrado mineiro, o preço ficou entre R$ 385,00/390,00 a saca, inalterado.

 

* Já o café arábica “rio” tipo 7 na Zona da Mata de Minas Gerais teve preço de R$ 325,00/330,00 a saca, sem alterações.

 

* O conilon tipo 7 em Vitória, Espírito Santo, teve preço de R$ 285,00/290,00 a saca, inalterado.

 

AGENDA

 

 

– Dados de desenvolvimento das lavouras argentinas – Bolsa de Cereais de Buenos Aires, 15hs.

 

– Dados das lavouras no Rio Grande do Sul – Emater, na parte da tarde.

 

 

—–Sexta-feira (12/04)

 

– China: A balança comercial de março será publicada na madrugada pela alfândega.

 

– Dados sobre a evolução das lavouras do Mato Grosso – Imea, na parte da tarde.

 

– Avanço da colheita de soja no Brasil – SAFRAS, na parte da tarde.

 

 

Arno Baasch ([email protected]) / Agência SAFRAS

 

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Sobre o autor

Arno Baasch

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