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Milho abre semana com lentidão no Brasil

 

Porto Alegre, 3 de dezembro de 2018 – O mercado brasileiro de milho abriu a semana com ritmo lento na comercialização. Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, os produtores passam a retrair a intenção de venda. “Em contrapartida os principais consumidores do país ainda apontam para uma posição de relativo conforto em seus estoques. É importante ressaltar que a aquisição de milho tende a ser mais complicada durante o primeiro bimestre, com a logística concentrada no escoamento da soja”, afirmou

 

No porto de Santos, a cotação ficou em R$ 36,00 a saca na base de compra. Em Paranaguá, R$ 35,50 a saca na base de compra

 

No Paraná, a cotação ficou em R$ 32,00/33,00 a saca em Cascavel. Em São Paulo, o preço esteve em R$ 36,00/37,00 na Mogiana. Em Campinas CIF, preço de R$ 38,50/39,50 a saca.

 

No Rio Grande do Sul, preço ficou em R$ 38,00/40,00 a saca em Erechim. Em Minas Gerais, preço em R$ 34,50/35,50 a saca em Uberlândia. Em Goiás, preço esteve em R$ 29,00/31,00 em Rio Verde. Em Mato Grosso, preço ficou a R$ 24,50/25,50 a saca em Rondonópolis, na base do vendedor.

 

Chicago

 

A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou com preços mais altos. O mercado acompanhou o desempenho da soja e encontrou suporte na trégua de 90 dias decretada pelos governos dos Estados Unidos e da China, fato que vai permitir o diálogo entre os governos para solucionar a guerra comercial entre os países.

 

No sábado, o presidente Donald Trump disse ao presidente Xi Jinping que não vai impor tarifas de 25% sobre US$ 200 bilhões de produtos chineses a partir de 1 de janeiro – como anunciado anteriormente. Em troca, a China se comprometeu a comprar mais produtos agrícolas norte-americanos, do setor de energia, indústria, entre outros.

 

O mercado também avaliou o desempenho das inspeções de exportação norte-americanas de milho, que ficaram acima do esperado pelo mercado. As inspeções de exportação norte-americana de milho chegaram a 1.035.255 toneladas na semana encerrada no dia 29 de novembro, conforme relatório semanal divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

 

O mercado esperava as inspeções em torno de 950 mil toneladas. Na semana anterior, haviam atingido 1.182.033 toneladas. Em igual período do ano passado, o total inspecionado foi de 605.129 toneladas. No acumulado do ano-safra, iniciado em 1o de setembro, as inspeções somam 14.201.513 toneladas, contra 7.886.258 toneladas no acumulado do ano-safra anterior.

 

Os contratos de milho com entrega em março de 2019 fecharam a US$ 3,82 3/4, ganho de 4,25 centavos de dólar, ou 1,12%, em relação ao fechamento anterior. A posição maio de 2019 fechou a US$ 3,89 1/4 por bushel, ganhos de 4,25 centavos de dólar, ou 1,1%.

 

Câmbio

 

O dólar comercial fechou a negociação em baixa de 0,31%, cotado a R$ 3,8410 para a compra e a R$ 3,8430 para a venda. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 3,8170 e a máxima de R$ 3,8450.

 

Lessandro Carvalho (lefabio@safras.com.br) / Agência SAFRAS

 

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Sobre o autor

Lessandro Rocha Carvalho

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