Produtor deve administrar recursos racionalmente, diz superintendente da Cotrijal

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Porto Alegre, 7 de outubro de 2019 – A área plantada com soja na zona de atuação da Cotrijal deve ficar estável em 2019/20. A superfície do milho deve ter aumento de aproximadamente 10%. Segundo o superintendente de produção agropecuária da cooperativa, Gelson de Lima, o incremento do milho pouco afeta a soja, pois esta tem área significativamente maior.

A Cotrijal atua numa área geográfica de 600 mil hectares em 32 municípios do Rio Grande do Sul. A atuação predomina nas regiões do Alto Jacuí, do Planalto Médio e do Norte do estado.

O plantio do milho já está praticamente todo finalizado nas regiões mais tradicionais da cooperativa, faltando as áreas ao norte, como Passo Fundo, Lagoa Vermelha e Esmeralda.

A semeadura da soja deve ser iniciada por volta de 10 de outubro. Os trabalhos mais intensos concentram-se entre 20 de outubro e 25 de novembro.

Lima observa que o andamento do plantio vai depender do comportamento do clima. As projeções meteorológicas são de normalidade para a safra, sem ocorrência dos fenômenos El Niño e La Niña.

Gestão

O superintendente da Cotrijal falou sobre os desafios dos produtores em relação à parte financeira da produção. “O produtor sabe plantar, cultivar e colher, mas ele precisa saber administrar racionalmente seus recursos”, comentou.

Com a valorização do dólar em relação ao real, os custos de produção estão mais elevados neste início de safra; especialistas dizem que a comercialização está pior neste ano e há restrição na oferta de crédito rural oficial, a juros mais altos. Ainda assim, o endividamento não é regra entre os produtores. “Viemos de safras, felizmente, boas no estado, mas esses fatores elencados preocupam. E isso faz com que o produtor ‘tire o pé’ no uso de tecnologia”, lamentou.

Ele alerta que o produtor deve aproveitar os momentos que o mercado permitir para travar custos de produção. “Usa crédito oficial aquele produtor que pode. Alguns buscam sistemas de trocas via tradings. Tudo isso para gerenciar riscos. Não sabemos o que vai acontecer. Todas as variáveis que pudermos diminuir as incertezas, tempo que fazê-lo”, disse.

Gabriel Nascimento (gabriel.antunes@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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