EUA põe empresas chinesas em lista negra por repressão a minorias

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     Porto Alegre, 8 de outubro de 2019 – Os Estados Unidos adicionaram 28 entidades chinesas a uma lista negra de exportação ontem, citando seu papel na repressão de Pequim às minorias muçulmanas no noroeste da China, poucos dias antes de negociações comerciais de alto nível serem retomadas em Washington.

     No entanto, a ação, que os Estados Unidos disseram não estar relacionada a negociações comerciais, provavelmente vai perturbar as autoridades chinesas já irritadas com o que Pequim vê como apoio dos Estados Unidos a um movimento pró-democracia cada vez mais perturbador em Hong Kong.

     “Acho que os chineses provavelmente verão uma conexão, mesmo que o governo diga que não exista”, disse Matthew Goodman, consultor sênior de economia asiática do Centro para Estudos Estratégicos e Internacionais, um think tank de Washington. “Isso vai complicar as discussões esta semana, o momento será estranho para os chineses”.

     Os alvos da ação incluem os gigantes de videovigilância e reconhecimento facial de Hangzhou Hikvision Digital Technology, Megvii Technology e SenseTime Group. A decisão do Departamento de Comércio de adicionar as empresas à sua “lista de entidades” ao lado da gigante de telecomunicações Huawei Technologies – que foi adicionada em maio – significa que os fornecedores serão impedidos de fornecer tecnologia originária dos Estados Unidos às empresas chinesas sem licença.

     As novas entidades “foram implicadas em violações e abusos dos direitos humanos na implementação da campanha chinesa de repressão, detenção arbitrária em massa e vigilância de alta tecnologia contra uigures, cazaques e outros membros de grupos minoritários muçulmanos” na região noroeste chinesa de Xinjiang, disse o Departamento de Comércio. Um porta-voz disse que a medida não está relacionada às negociações comerciais. As informações são da Agência CMA.