Quadro de restrição de oferta seguiu puxando preços do boi gordo

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     Porto Alegre, 11 de outubro de 2019 – O mercado físico de boi gordo teve preços firmes nesta semana nas principais regiões de produção e comercialização do país. “Esse movimento foi uma consequência do quadro de restrição de oferta que dominou o período avaliado, levando os frigoríficos de menor porte a atuar de maneira efetiva na compra de gado”, disse o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias.

     “Por sua vez, os frigoríficos de maior porte ainda atuaram de maneira discreta no mercado, avaliando a incidência de boi a termo e outras modalidades de parceria, além da utilização de confinamento próprio, para suprir suas necessidades mais imediatas de matéria prima. As exportações em bom nível são outro elemento a ser destacado para a alta dos preços domésticos”, aponta Iglesias.

     Os preços a arroba do boi gordo na modalidade à vista nas principais praças de comercialização do País estavam assim no dia 10 de outubro:

* São Paulo (Capital) – R$ 163,00 a arroba, contra R$ 161,00 a arroba em 03 de outubro.

* Goiás (Goiânia) – R$ 151,00 a arroba, ante R$ 150,00 a arroba.

* Minas Gerais (Uberaba) – R$ 156,00 a arroba, estável.

* Mato Grosso do Sul (Dourados) – R$ 153,00 a arroba, ante R$ 150,00 a arroba.

* Mato Grosso (Cuiabá) – R$ 147,00 a arroba, ante R$ 145,00 a arroba.

Exportações

     As exportações de carne bovina “in natura” do Brasil renderam US$ 138,7 milhões em outubro (4 dias úteis), com média diária de US$ 34,7 milhões. A quantidade total exportada pelo país chegou a 32,1 mil toneladas, com média diária de 8 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 4.316,20.

     Na comparação com setembro, houve alta de 38,6% no valor médio diário da exportação, ganho de 36,4% na quantidade média diária exportada e alta de 1,6% no preço. Na comparação com outubro de 2018, houve ganho de 44,2% no valor médio diário, alta de 30,1% na quantidade média diária e ganho de 10,9% no preço médio.

     Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços e foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

     Fábio Rübenich (fabio@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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