Ritmo de negócios no café deve seguir lento no Brasil

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     Porto Alegre, 15 de outubro de 2019 – O mercado brasileiro de café deverá ter uma terça de escassos negócios e de preços sob pressão, acompanhando a queda dos contratos futuros em Nova York e Londres. A alta do dólar frente ao real deve limitar o impacto negativo, mas os agentes deverão permanecer de fora do mercado.

NOVA YORK

* Os contratos com vencimento em dezembro operam com baixa de 0,45 centavo em Nova York, cotados a 94,40 centavos de dólar por libra-peso, o equivalente a 0,47%.

* A posição dezembro fechou nesta segunda-feira a 94,85 centavos de dólar por libra-peso, com alta de 1,15 centavo, ou de 1,2%.

EXPORTAÇÕES

* As exportações brasileiras de café em grão em outubro, até o dia 13, com 9 dias úteis contabilizados, foram de 1.461.000 sacas de 60 quilos (média diária de 162,3 mil sacas), com receita de US$ 165,2 milhões (US$ 18,4 milhões) e um preço médio de US$ 113,10 por saca.

* Como comparação, em setembro de 2019 as exportações brasileiras de café em grão totalizaram 2,693 milhões de sacas, e alcançaram 3,276 milhões de sacas em outubro de 2018.

* A receita média diária obtida com as exportações de café em grão foi de US$ 19,220 milhões na segunda semana de outubro (07 a 13). A média diária até agora no mês é de US$ 20,309 milhões, 13,8% superior no comparativo com a média diária de setembro de 2019, que foi de US$ 17,851 milhões.

* Em relação a outubro de 2018, quando a média diária dos embarques totais de café atingira US$ 21,948 milhões, a receita média de exportações de café de outubro/2019 até agora é 7,5% menor, conforme os dados acumulados até o dia 13. As informações partem da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

CÂMBIO

* O dólar comercial opera em alta desde a abertura dos negócios, buscando o nível de R$ 4,15, acompanhando o exterior onde a moeda se valoriza frente às divisas pares e de países emergentes em meio aos dados de inflação da China, no maior patamar desde 2013, e às incertezas ainda em torno da guerra comercial entre Estados Unidos e China. Aqui, investidores seguem atentos à política local.

* Às 9h54 (de Brasília), a moeda norte-americana operava em alta de 0,41% no mercado à vista, cotada a R$ 4,1450 para venda, enquanto o contrato futuro para novembro subia 0,43%, a R$ 4,1485 para venda. Lá fora, o Dollar Index tinha ligeira alta de 0,06%, acima dos 98,500 pontos.

INDICADORES FINANCEIROS

* As principais bolsas da Ásia fecharam mistas. Xangai, -0,56%; e Tóquio, +1,87%.

* As principais bolsas na Europa operam mistas. Paris, +0,49%; Frankfurt, +0,38% e Londres, -0,38%.

* O petróleo opera em baixa. Novembro do WTI em NY: US$ 53,46 o barril (-0,26%).

* O Dollar Index registra alta de 0,05%, a 98,51 pontos.

MERCADO INTERNO

* O mercado físico brasileiro de café teve uma segunda-feira de preços pouco alterados, apesar da alta na Bolsa de Nova York e no dólar. A volatilidade na Bolsa de NY para o arábica levou os compradores a adotarem uma postura cautelosa, o que determinou as escassas mudanças nas bases das cotações. E o dia acabou sendo fraco no volume de negócios.

* No sul de Minas Gerais, o café arábica bebida boa ficou em R$ 410/415,00, estável. No cerrado mineiro, o preço ficou inalterado em R$ 415/420,00.

* Já o café arábica “rio” tipo 7 na Zona da Mata de Minas Gerais, com 20% de catação, teve preço de R$ 305,00/310,00, contra R$ 300,00/305,00 do dia anterior.

* O conilon tipo 7 em Vitória, Espírito Santo, teve preço de R$ 280,00/285,00 a saca, contra R$ 275,00/280,00 de sexta-feira.

AGENDA

– Dados semanais sobre a safra de grãos e café do Paraná (Deral), na parte da manhã.

– Inspeções de exportação semanal dos EUA – USDA, 12hs.

– Esmagamento de soja nos EUA em setembro – NOPA, a partir das 12hs.

– Estoques de café dos EUA em setembro – GCA, a partir das 16hs.

– Condições das lavouras nos Estados Unidos – USDA, 17hs.

—–Quarta-feira (16/10)

– Eurozona: A balança comercial de agosto será publicada às 6h pela Eurostat.

– Eurozona: A leitura final do índice de preços ao consumidor de setembro será publicada às 6h pela Eurostat.

– A FGV divulga às 8h os dados do Indice Geral de Preços – 10 (IGP-10) referentes a outubro.

– EUA: O Livro Bege, relatório com uma avaliação da situação econômica, será publicado às 15h pelo Federal Reserve.

—–Quinta-feira (17/10)

– EUA: Os dados sobre a produção industrial em setembro serão publicados às 10h15 pelo Federal Reserve.

– A posição dos estoques de petróleo dos EUA até sexta-feira da semana passada será publicada às 12hs pelo Departamento de Energia (DoE).

– Dados de desenvolvimento das lavouras argentinas – Bolsa de Cereais de Buenos Aires, 15hs.

– Dados das lavouras no Rio Grande do Sul – Emater, na parte da tarde.

—–Sexta-feira (11/10)

– China: A produção industrial de setembro será publicada durante a noite pelo departamento de estatísticas.

– China: o Produto Interno Bruto (PIB) do terceiro trimestre será publicado durante a noite pelo departamento de estatísticas.

– Exportações semanais de grãos dos EUA – USDA, 9h30min.

– Dados do desenvolvimento das lavouras da Argentina – Ministério da Agricultura, no início do dia.

– Dados de desenvolvimento das lavouras do Mato Grosso – IMEA, na parte da tarde.

– Evolução do plantio de soja no Brasil -SAFRAS & Mercado, na parte da tarde.

     Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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