Maior demanda por etanol e RenovaBio beneficiarão indústria brasileira, diz Moody’s

154

     Porto Alegre, 04 de dezembro de 2019 – O aumento do consumo de etanol e a implementação em 2020 do RenovaBio, um programa federal para reduzir as emissões de carbono em cerca de 10% em 2028, em conformidade com o Acordo de Paris sobre mudanças climáticas, beneficiarão a indústria brasileira de cana-de-açúcar, diz o Moody´s Investors Service em um novo relatório.

    “A demanda doméstica favorecida pela RenovaBio será o principal impulsionador do crescimento da indústria”, diz o vice-presidente e analista sênior da Moody’s, Erick Rodrigues. “O incentivo econômico fornecido pela Renovabio ajudará na retomada dos investimentos no setor sucroalcooleiro, permitindo que o Brasil recupere os níveis de moagem, estagnados nos últimos anos”, acrescenta Rodrigues.

    Sob o RenovaBio, os créditos de carbono negociáveis, ​​conhecidos como CBIOs, serão concedidos a produtores certificados, gerando uma fonte de receita extra. Por outro lado, os distribuidores de combustíveis atingirão suas metas anuais de redução de emissões de carbono através da compra de CBIOs.

    Ao mesmo tempo, as margens do etanol tornaram-se cada vez mais sensíveis às flutuações do preço do petróleo. A correlação entre os preços internacionais do petróleo e os preços do etanol brasileiro aumentou desde 2017, depois que os preços domésticos da gasolina começaram a incorporar mais periodicamente as mudanças na paridade de importação. Mas o baixo custo de produção do Brasil ajuda a produção local de etanol a permanecer competitiva, mesmo sob pressão dos preços do petróleo.

    Os grandes produtores de cana Raízen, Adecoagro e São Martinho provaram sua força em momentos desafiadores para a indústria no Brasil e devem se beneficiar do aumento da demanda, completou o Moody’s.

Revisão: Fábio Rübenich (fabio@safras.com.br) / Agência SAFRAS

Copyright 2019 – Grupo CMA