Café recua abaixo de US$ 1,20 em NY com chuvas no Brasil e amplas exportações

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     Porto Alegre, 01 de dezembro de 2020 – A Bolsa de Mercadorias de Nova York (Ice Futures US) para o café arábica encerrou as operações desta terça-feira com preços acentuadamente mais baixos.

     Em mais uma sessão volátil, NY despencou, testou para baixo e rompeu a importante linha de US$ 1,20 a libra-peso no contrato março. As indicações de chuvas benéficas às lavouras de café no Brasil nesta semana, o que atenua as preocupações em torno da falta de umidade para as regiões, com vistas à safra de 2021, exerceram pressão sobre as cotações.

     Mas não foi apenas isso, as indicações de boas exportações globais de café, com o Brasil mantendo fluxo de recorde mês a mês neste segundo semestre, trazem tranquilidade ao abastecimento e aos consumidores. De fato segue a apreensão com a safra do próximo ano do Brasil, porque as chuvas seguem irregulares e já há indicações de quebra na produção efetiva. Porém, os amplos embarques no mundo, com destaque para o Brasil, pressionam as cotações.

     O mercado testou e rompeu a linha de US$ 1,20, atraindo ainda mais vendas que levaram NY a intensificar as perdas. A queda do petróleo contribuiu para as perdas do café.

     As exportações de café dos países membros e não-membros da Organização Internacional do Café (OIC) totalizaram 9,672 milhões de sacas de 60 quilos em outubro, primeiro mês da safra mundial 2020/21 (outubro/setembro), contra 9,372 milhões de sacas registradas no mesmo mês de 2019, elevação de 3,2%.

     As exportações brasileiras de café em grão em novembro chegaram a 4.597.345 sacas de 60 quilos no acumulado fechado do mês, com 20 dias úteis computados (média diária de 229.867 sacas), com receita chegando a US$ 577,675 milhões (média diária de US$ 28,884 milhões), e preço médio de US$ 125,65 por saca.

     A receita média diária obtida com as exportações de café em grão em novembro foi 41,90% maior no comparativo com a média diária de novembro de 2019, que fora de US$ 20,355 milhões. Já o volume médio diário embarcado foi 39,5% maior que o de novembro de 2019, que tinha o registro de 164.778 sacas diárias de média. As informações partem da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

     Os contratos com entrega em março/2021 fecharam o dia a 118,45 centavos de dólar por libra-peso, com queda de 4,85 centavos, ou de 3,9%. A posição maio/2021 fechou a 120,40 centavos, com baixa de 4,70 centavos, ou de 3,7.

     Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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