Mercado de frango registra preços mais acomodados no Brasil

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     Porto Alegre, 11 de dezembro de 2020 – O mercado de frango registrou um cenário de acomodação nos preços do quilo vivo na maior parte das praças de comercialização do Brasil ao longo da semana, com exceção do Paraná, Mato Grosso do Sul e Goiás, onde as cotações avançaram. A expectativa de demanda mais aquecida, contudo, ainda pode contribuir para novos aumentos nas cotações no curto prazo.

     O analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Iglesias, destaca que os custos de nutrição estão mais amenos no decorrer de dezembro, avaliando o comportamento do milho. “Todavia, as dificuldades de abastecimento serão uma constante no primeiro semestre do próximo ano, avaliando a retração da área de verão somada à inevitável quebra no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina”, alerta.

     No mercado atacadista, houve queda nos preços para alguns cortes, acompanhando o movimento observado nas proteínas concorrentes. “O cenário é atípico. No entanto, uma correção era necessária após o consistente movimento de alta deflagrado no segundo semestre. Basicamente o consumidor final estava pressionado em função da alta agressiva de produtos tidos como básicos”, explica Iglesias.

     O analista enfatiza que, apesar da queda, a carne de frango segue com a predileção do brasileiro médio, considerando que ela causa um menor impacto em sua renda média.

     De acordo com levantamento de SAFRAS & Mercado, no atacado de São Paulo os preços tiveram alterações para os cortes congelados de frango ao longo da semana. O quilo do peito no atacado baixou de R$ 6,50 para R$ 6,30 e o quilo da coxa de R$ 6,80 para R$ 6,50. O quilo da asa subiu de R$ 12,20 para R$ 12,40. Na distribuição, o quilo do peito retrocedeu de R$ 6,70 para R$ 6,50 e o quilo da coxa de R$ 7,00 para R$ 6,50. O quilo da asa passou de R$ 12,50 para R$ 12,60.

     Nos cortes resfriados vendidos no atacado, o cenário também foi modificações nos preços durante a semana. No atacado, o preço do quilo do peito recuou de R$ 6,60 para R$ 6,40 e o quilo da coxa de R$ 6,90 para R$ 6,60. O quilo da asa aumentou de R$ 12,30 para R$ 12,50. Na distribuição, o preço do quilo do peito caiu de R$ 6,80 para R$ 6,60 e o quilo da coxa de R$ 7,10 para R$ 6,80. O quilo da asa avançou de R$ 12,60 para R$ 12,70.

     As exportações de carne de aves e suas miudezas comestíveis, frescas, refrigeradas ou congeladas do Brasil renderam US$ 88,997 milhões em dezembro (4 dias úteis), com média diária de US$ 22,249 milhões. A quantidade total exportada pelo país chegou a 62,323 mil toneladas, com média diária de 15,581 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 1.428,00.

     Na comparação com dezembro de 2019, houve baixa de 20,66% no valor médio diário, perda de 10,27% na quantidade média diária e retração de 11,58% no preço médio. Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços e foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

     O levantamento semanal realizado por SAFRAS & Mercado nas principais praças de comercialização do Brasil apontou que, em Minas Gerais, o quilo vivo seguiu em R$ 4,75. Em São Paulo o quilo vivo continuou em R$ 4,50.

     Na integração catarinense a cotação do frango continuou em R$ 3,90. No oeste do Paraná o preço na integração passou de R$ 4,50 para R$ 4,60. Na integração do Rio Grande do Sul o quilo vivo permaneceu em R$ 4,40.

     No Mato Grosso do Sul o preço do quilo vivo do frango aumentou de R$ 4,65 para R$ 4,70. Em Goiás o quilo vivo avançou de R$ 4,65 para R$ 4,70. No Distrito Federal o quilo vivo continuou em R$ 4,75.

     Em Pernambuco, o quilo vivo seguiu em R$ 5,90. No Ceará a cotação do quilo continuou em R$ 5,90 e, no Pará, o quilo vivo prosseguiu em R$ 5,95.

     Arno Baasch (arno@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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