Comercialização da soja tem leve melhora no Brasil com colheita tímida

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Porto Alegre, 5 de fevereiro de 2021 – As oscilações dos preços no mercado brasileiro de soja aproveitaram os picos da Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) e do dólar. Segundo analistas de SAFRAS & Mercado, com o tímido avanço da colheita nacional no período, os produtores ficaram com receio de negociar e não poder cumprir os contratos em caso de problemas futuros. Ainda assim, a comercialização teve leve melhora em relação a semanas anteriores.

O mercado começou a semana com preços mais baixos, acompanhando a volatilidade na CBOT e a queda do dólar. A comercialização estava travada. A colheita, até segunda-feira, estava atrasada no Mato Grosso do Sul e em Goiás, entre outras regiões, devido ao excesso de chuvas. OS produtores estão preocupados, sem poder colher, e reduzem as negociações.

O viés baixista permaneceu na terça-feira, também acompanhando a CBOT e o dólar. O mercado físico nacional esteve travado, ainda levando em conta as precipitações prejudiciais ao avanço da ceifa.

Na quarta-feira, os preços nas principais praças de comercialização estiveram predominantemente mais altos. A alta em Chicago e do dólar favoreceram essa valorização. Ainda assim, a comercialização seguiu em ritmo lento, com negociações pontuais, em torno de 20 mil toneladas no dia.

Na última quinta-feira, mais uma vez, os preços subiram no Brasil favorecidos pela CBOT e pelo dólar. A comercialização interna registrou maior atividade, com 20 mil toneladas no Rio Grande do Sul, 20 mil em Minas Gerais e um total nacional de ao menos 50 mil toneladas no dia.

Gabriel Nascimento (gabriel.antunes@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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