Com expectativa de alta nos preços, produtor de café segura vendas

193

     Porto Alegre, 19 de fevereiro de 2021 – O mercado físico de café esteve curto de negócios e com preços firmes ao longo da semana de Carnaval, mas com a fluidez melhorando gradativamente principalmente a partir da quinta-feira, com a valorização tanto no dólar como no referencial externo motivando um pouco mais o produtor. Conforme o analista de SAFRAS & Mercado, Gil Barabach, a volatilidade cambial ajudou a retirar liquidez do mercado no início da semana.

    A saca de 60 quilos da bebida fina esteve indicada entre R$ 690 a R$ 695 no disponível, tanto no Cerrado de Minas Gerais como na Mogiana. As indicações para fixação de preço para safras futuras de bebida fina variam entre R$ 695 a R$ 705 a saca para Setembro/21 e alcançam R$ 710 a R$ 730 a saca para Setembro/22, dependendo da característica do lote.

    No Sul de Minas, a bebida boa gira em torno de R$ 655 a R$ 660 a saca com até 15% de catação. “Embora ligeiramente mais fraco, é um patamar de preço ainda interessante ao vendedor”, assinalou Barabach. Ideia de safra nova varia de R$ 665 a 670 e de R$ 690 a R$ 695 a saca, respectivamente Set/21 e Set/22. A bebida rio na região da Matas de Minas é indicada a R$ 470 com 20% de catação. A procura por café rio aumentou, o que explica a pequena valorização. Já o conilon tipo 7/8 capixaba se mantém em R$ 410 a saca no disponível.

    Conforme Barabach, de uma forma geral, o cafeicultor assumiu uma postura mais retraída, o que pode levara um maior descolamento dos preços internos em relação às referências externas. “É um comportamento natural na entressafra, mas que pode ganhar intensidade diante da quebra da próxima safra brasileira e de o produtor estar mais capitalizado, o que o deixa mais à vontade para escolher o momento de venda”, salientou

    Ainda segundo Barabach, a quebra da safra brasileira esperada para 2021 e o comprometimento antecipado elevado (produtor vendeu 21% da safra) sustentam uma leitura positiva para os preços, justificando a postura mais retraída. “E isso apesar das indicações entre R$ 665 a R$ 700 para Set/21, dependendo da origem, ainda um patamar de preço bem acima da média histórica para o período”, completou.

    Fábio Rübenich (fabio@safras.com.br) / Agência SAFRAS

Copyright 2021 – Grupo CMA